segunda-feira, 5 de março de 2018

HOMILIA DIÁRIA COM PADRE JOSE RAIMUNDO - SEGUNDA-FEIRA DA 3ª SEMANA DA QUARESMA - Protagonismo dos Escravo

Jutay Rebouças     04:12     No comments



Uma escrava interiormente livre, alguns escravo sábios
A Liturgia da Palavra de hoje apresenta-nos a história do general sírio Naamã (2 Reis 5,1-15), dele Jesus se recordará no Evangelho de hoje como exemplo de um pagão que teve fé (Lucas 4,24-30), superando em muito tantos do povo de Israel, convertendo-se em um exemplo para os hebreus. Na história de Naamã, há algo que me chama atenção a presença de uma escrava anônima que saiu do anonimato da escravidão, mas não conhecemos seu nome.  Ela era escrava, mas de espirito livre, não permitiu que a escravidão entrasse em seu interior, permaneceu livre e foi capaz de se compadecer do seu “senhor” e revelou à patroa que a cura do seu esposo poderia ser encontrada junto ao profeta Eliseu. Naamã teve sua fé despertada pelo testemunho da escrava e decidiu partir em peregrinação. Mas Naamã precisava purificar a sua fé, antes mesmo de seu corpo. Ele foi levando muito dinheiro, ouro, roupas... O dinheiro e os bens desta terra não compram tudo. Não compram a cura, não compram a salvação. Imagino tão grande oferta chegando em nossas sacristias, congregações. Quantos: “Oh glória, aleluias, Deus seja louvado!!!!”. Mas o homem de Deus, Eliseu, não saiu para ver o que o sírio trazia. Ele se interessava pela “saúde integral”, que passava pela purificação da sua fé, e mandou que ele fosse se banhar sete vezes nas águas do Jordão. O general não gostou e queria ir-se embora. Ele esperava algum ritual exotérico, de preferência em uma língua que não compreendesse: Tudo pareceria mais “místico, mítico”. Como nada disto aconteceu se indignou.  Uns escravos sábios ajudarem o general a refletir: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo’”.
Deus se compraz agir por meio dos pequenos e desprezados deste mundo. Feliz de quem sabe ouvir os pequenos, Naamã se curou de sua indignação soberba e foi se banhar e logo o seu corpo se beneficiou de sua abertura mental e sua pele ficou como a de uma criancinha.
A escrava foi além dos limites de sua escravidão e fez o bem ao seu patrão/seu senhor. Ela é a protagonista anônima que anima (dá alma, vida) a esta história e faz com que ela tenha um happy end. Ela despertou a fé no coração de Naamã que partiu para Israel e viu sua fé e seu corpo purificados. Eu me pensei com meus botões: “O máximo da valorização do gesto da escrava, seria, na minha opinião, o patrão, chegando em casa, curado do corpo e da mente, mostrar a cura de seu coração e declarar a ALFORRIA da sua escrava”.
Mas a história não pode ser lida anacronicamente, não posso projetar nela a compreensão de agora, amadurecida lentamente. É justo, porém, que eu amplie a compreensão do texto e pergunte sobre como valorizo os pequenos em meu dia a dia, como os escuto, como dou-lhes espaço na minha vida para além das convenções e limitações sociais, enfim a, revolução que desejaria ver no texto, eu poderia realizar em meu contexto.
Padre José Raimundo dos Santos do Presbitério da Diocese de Amargosa-Ba


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